segunda-feira, 5 de abril de 2010

Mais um erro?

Deus, se puder me escuta e me responde, porque eu não entendo mais nada. Me diz por que uma pessoa fala uma coisa e espera que eu faça o contrário? Se eu errei tanto, se eu fiz tão mal e a decisão já estava tomada, por que eu iria atrás? Pra me machucar mais? Pra escutar coisas que eu não esqueceria como ainda não esqueci? Não acho justo alguém dizer que não existe amor nisso só porque eu aceitei uma decisão! Mas era a única coisa que eu poderia fazer diante de tudo, aceitar. O erro era meu e eu aceitei. Eu levantei da cama, eu voltei a comer, eu tomei banho e vi que a vida continuava passando la fora, como tantas outras vezes eu fui obrigada a ver. E eu sai, eu percebi que existem pessoas que correm do meu lado, que calam a minha boca quando eu começo a me lamentar, que secam o meu rosto quando eu choro e que fazem de tudo pra me mostrar que o mundo lá fora não vai parar por minha causa. Eu errei, mas o arrependimento só diz respeito a mim. Esse arrependimento não me deu um passaporte pra ir lá no passado e resolver as coisas, eu tive que dormir e acordar do lado dele, e ele já estava de olhos bem abertos quando eu abria os meus. Esse arrependimento também foi pra rua comigo, mas eu fiz de tudo pra que ele não fosse maior que a minha vontade de ser feliz independente de tudo. O aprendizado ficou, mas eu não morri. Eu sinto falta, eu sinto carência, solidão e uma vontade muito grande de resolver tudo em um estalar dos dedos. Mas eu não posso, eu não tenho esse direito, eu não posso passar por cima de uma decisão tomada pela pessoa que está certa. Mesmo querendo fazê-la.
Deus, eu só queria saber o que eu tenho que fazer daqui pra frente. Porque aceitar também não foi certo, correr atrás também não. Tenho mais alguma opção? Eu errei em abaixar a cabeça e ter aceitado que eu fiz tudo errado e que talvez ele estivesse certo em dizer que era o fim? Quem ama e erra tem sim que correr atrás, mas quando tem a certeza de que se pode ainda fazer alguma coisa, mas não quando o outro diz que nada mais pode ser feito. O que ficou no ar foi a certeza de que eu tinha que esquecer, e em meio o processo ele me mostra que não. Não sei mais Deus...

" Esperar dói. Esquecer dói. Mas não saber se deve esperar ou esquecer é a pior das dores "

sábado, 3 de abril de 2010

Arrependimento

Arrependimento não mata, mas dói muito, dói fundo. Arrependimento acorda antes de você e aperta o peito e faz chorar ainda de olhos fechados. Arrependimento... tão grande, tão maior que eu mesma, tão intenso e tocável. Seria feio o meu sentimento se eu pudesse colocar na palma da minha mão e mostrar pra vocês. E se hoje, eu pudesse pedir qualquer coisa a Deus, seria sem dúvidas voltar no tempo. Pra não ter que sentir essa falta tão grande, a saudade da voz, do sorriso, do abraço, do cheiro... não ter que sentir saudade e saber que não se pode mais matar todas essas vontades. E dói ainda mais descobrir em meio a tanto arrependimento, que dentro de você também existe um sentimento lindo que precisa deixar de existir. Não tem mais permissão de ser livre. Arrependimento é a vontade de provar pro mundo que se aprendeu, que se quer fazer tudo novo e diferente, mas não poder. A angustia de saber que você daria o seu melhor pra sempre, mas ser impedido de ser a coisa boa que você aprendeu por culpa sua mesmo.
Hoje eu só quero que o tempo passe depressa, já que ele não volta, que esse aperto e saudade se transformem em coisas boas, e que as lembranças não façam chorar. Não me façam mais chorar.
Agora é ter que esquecer sem querer esquecer, sentir a ausência toda vez que voltar pra casa sozinha, ver o dia passar em branco por não ter tido a presença de quem mais tinha importância, não ter pra quem ligar quando acordar, não ter por quem esperar, não ter notícias... e eu não queria nada disso. Eu só queria que ele perdoasse todos os meus erros...

Seja como for, é amor o que tem dentro de mim hoje, misturado infelizmente com uma dor horrível, um amor triste.


"Sem sentir, você calcula mal alguma coisa no passo e, em vez de vôo, vem a queda." C.F



terça-feira, 30 de março de 2010

A mudança que eu adotei

Me ocorreram certas coisas agora, um arrependimento de coisas que já fiz nesses 19 anos, coisas que a gente faz e depois se questiona " por que " acabou fazendo. Eu levo esses erros pro futuro pra saber que não faria nada daquilo novamente, aprendo com eles e tento ser melhor. Diferente de pessoas que sentem prazer em ter certas atitudes, todas as coisas erradas que eu fiz nessa vida serviram depois pra me mostrar qual o meu caráter afinal. Hoje eu quero ser uma pessoa melhor com quem eu gosto, aprendi a ser certa mesmo com quem não é certo comigo e isso pra mim basta. Errei muito mesmo, fiz coisas idiotas e que até eu mesma sinto vergonha, se pudesse voltar no tempo faria bem diferente. Hoje eu gosto muito da pessoa que está comigo, e eu serei correta até o fim e acho isso digno, aconteça o que acontecer... é assim que eu quero ser com qualquer pessoa que aparecer na minha vida. Mesmo que essa pessoa me magoe, que essa vontade de ser correta não seja recíproca, mesmo que eu quebre a cara milhares de vezes, não perco a minha razão por nada nem ninguém nesse mundo. O que eu fiz de errado no passado pode ter magoado alguém, mas as que mais me ensinaram foram justamente as que magoaram SOMENTE a mim. Eu tenho orgulho em dizer isso, tenho orgulho de conseguir enxergar meus erros e aprender com eles, tenho orgulho de dizer que o que passou nunca mais se repetirá, tenho orgulho até de um futuro que ainda não chegou por saber que eu vou estar limpa e certa.




segunda-feira, 29 de março de 2010

cartas

Minha noite de domingo terminou mais cedo que de costume, fui procurar o que fazer e lembrei que dentro daquela caixa no cantinho da parede, existiam coisas muito velhas, outras não tão velhas assim, mas que se perderam no tempo.

Achei cartas de amigos de Brasília, ano de 2002: Darley e sua amizade incondicional, caneta prata e letra confusa, tanta pureza nas coisas escritas. Hoje não sei dizer nem ao menos onde ele mora. Vitória e Luciana, melhores amigas de Colégio Militar, tantos segredos, todos os nossos códigos, tantos amores semanais, dobraduras e canetas coloridas ( Minhas melhores lembranças! ). Amizade que dura até hoje e que estará presente em muitos congressos de Psicologia no futuro. Rilma, o esforço em manter nossa amizade mesmo com a distância, tantas coisas lindas escritas nas cartas, não joguei fora nenhuma, e são muitas. - Errei em não ter correspondido seu esforço. E são muito os nomes que ficaram no esquecimento...

Também encontrei cartas da Amanda Linda, ano de 2006. " Nossa amizade não acabará por causa de garoto nenhum. " Não acabou, mas rende risadas até hoje! Nunca me identifiquei tanto com uma pessoa como me identifico com a Amanda, uma falta gigante e lembranças maravilhosas. Gabrielle Paiva que passou de coadjuvante para papel principal, insistia nas cartinhas na sala de aula e eu sempre esquecendo de responder, não imaginava que hoje, 4 anos depois, nossa amizade seria como é. E tem também cartas muito caprichadas da Fernanda Santa ( Vulgo Cotoco ), com desenhos, poesia e muita dedicação, boas risadas.

Achei uma declaração de amor, algumas cartas de pessoas que ficaram muito pouco tempo, cartas que escrevi e não mandei, cartões...

A gente cresce e perde esse elo com os amigos, alguns caem no esquecimento, passam na rua e só acenam, tudo mudou tanto... e me dá uma saudade tão grande de tudo o que passou, de todas as bobagens escritas, de todos os medos que hoje não são mais nada. Eu me perdi de pessoas que me amavam, e pessoas que amei também se perderam, mas as lembranças ficaram e ter essas relíquias nessa caixa é como ter todos esses sentimentos guardados pra sempre.


* só pra atualizar.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Tudo bem

.
" No fim destes dias encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que me abençoa e passa a mão na minha cara marcada, na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fundo quente da curva do teu ombro. Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços e você me beija e você me aperta e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo, tudo bem. " C.F


terça-feira, 9 de março de 2010

Nine in the afternoon

Adoroo *-*



" And we know that it could be
And we know that it should
And you know that you feel it to "

quarta-feira, 3 de março de 2010

Eu, meio gay. haha

"Eu me descubro ainda mais feliz a cada pedaço seu e de tudo o que é seu. [...]

Eu descobri que tentar não ser ingênua é a nossa maior ingenuidade, eu descobri que ser inteira não me dá medo porque ser inteira já é ser muito corajosa, eu descobri que vale a pena ficar três horas te olhando sentada num sofá mesmo que o dia esteja explodindo lá fora. E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto da sua nuca, e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam.[...]

E aí eu só olhei pra bem longe, muito além daquele Sol, e todo o meu passado se pôs junto com ele. E eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia.
Eu te engoli e você é tão grande pra mim que eu dedico cada segundo do meu dia em te digerir. E eu não tenho mais fome, e eu tenho que ter fome porque eu não quero você namorando uma magrela. E eu sonhei com você e acordei com você, e eu te olhei e falei que eu estava muito magrela, e você me mandou dormir mais, e me abraçou.
Eu preciso disfarçar que não paro mais de rir, mas aí olho pra você e você também está sempre rindo. Se isso não for o motivo para a gente nascer, já não entendo mais na
da desse mundo. [...]
Mas você me deu preguiça da velha tática de fuga, você me fez dormir um cd inteiro na rede e quando eu acordei o mundo inteiro estava azul. Engraçado como eu não sei dizer o que eu quero fazer porque nada me parece mais divertido do que simplesmente estar fazendo. Ainda que a gente não esteja fazendo nada. Eu, que sempre quis desfilar com a minha alegria para provar ao mundo que eu era feliz, só quero me esconder de tudo ao seu lado.
Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus emails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas. Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja. Uma esponja rosa porque você me transformou numa menina cor-de-rosa. Você me transformou no eufemismo de mim mesma, me fez sentir a menina com uma flor daquele poema, suavizou meu soco, amoleceu minha marcha e transformou minha dureza em dança. Você quebr
ou minhas pernas, me fez comprar um vestido cheio de rendas e babados, tirou as pedras da minha mão.
Você diz que me quer com todas as minhas vírgulas, eu te quero como meu ponto final."

Tati Bernardi